Responsividade social em crianças com transtorno do espectro autista e sua influência na sobrecarga materna
DOI:
https://doi.org/10.1590/2526-8910.cto437943561Palavras-chave:
Transtorno do Espectro Autista, Sobrecarga do Cuidador, Mãe, Terapia OcupacionalResumo
Introdução: O transtorno do espectro autista (TEA) caracteriza-se por prejuízos persistentes na interação social, na comunicação e pela presença de padrões comportamentais restritos e repetitivos, com impacto no desenvolvimento infantil e nas relações sociais desde a infância. Essas dificuldades aumentam as demandas de cuidado e podem contribuir para a sobrecarga materna. Objetivos: Analisar a sobrecarga materna e a responsividade social de crianças brasileiras com TEA, bem como identificar associações entre os prejuízos na responsividade social infantil e os níveis de sobrecarga materna. Método: Estudo transversal, quantitativo, descritivo e correlacional, com 106 mães e seus filhos com TEA, com idades entre 03 e 11 anos. Foram utilizados um questionário sociodemográfico, a Escala de Responsividade Social-2 (ERS-2) e a Escala de Sobrecarga do Cuidador (ESC). Realizaram-se análises descritivas, correlação de Pearson e regressões lineares simples e múltiplas. Resultados: A maioria das crianças apresentou comprometimento severo na responsividade social, principalmente nos domínios de comunicação e cognição social. Observou-se predominância de sobrecarga moderada a severa entre as mães. Houve correlação positiva moderada entre os escores da ERS-2 e da ESC. A percepção social foi o principal preditor da sobrecarga materna. Conclusão: Maiores prejuízos na responsividade social de crianças com TEA associam-se a níveis mais elevados de sobrecarga materna, evidenciando a importância de intervenções integradas que contemplem o desenvolvimento social infantil e o apoio às mães-cuidadoras.
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